Recepta biopharma

biotecnologia no tratamento do câncer

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Anticorpos da Recepta

A Recepta realiza atividades de P&D de novos anticorpos monoclonais (mAbs na sigla em inglês) para o tratamento do câncer. Compõem o portfolio atual da Recepta cinco promissores mAbs que se destinam a tratar diferentes tipos de tumor. Quatro deles resultaram de pesquisas conduzidas por cientistas do Instituto Ludwig de Pesquisa sobre o Câncer (LICR), com sede em Nova York, e o quinto foi desenvolvido no Brasil por pesquisadores da Recepta. A propriedade intelectual dos quatro primeiros anticorpos, exclusiva e mundial, bem como a do alvo do quinto anticorpo, que foi identificado no Brasil, foi licenciada à Recepta pelo LICR. A Recepta continua conduzindo atividades que se encontram em diferentes estágios de P&D com o objetivo de gerar outros mAbs com potencial relevância no tratamento do câncer, sendo que um primeiro mAb já foi gerado.

1) Anticorpo monoclonal RebmAb 100
O anticorpo monoclonal humanizado RebmAb 100 reconhece o antígeno Y do grupo sanguíneo Lewis (LeY).  O LeY tem uma acentuada expressão em tecidos de tumores, especialmente em carcinomas epiteliais, quando comparado com sua expressão em tecidos não tumorais. O antígeno LeY é considerado um alvo tumoral com importantes implicações diagnósticas e terapêuticas. Estudos de imunohistoquímica, estudos pré-clínicos e testes clínicos de Fase I foram conduzidos com o RebmAb 100 pelos pesquisadores do LICR e seus resultados justificam a continuidade de ensaios clínicos visando determinar sua eficácia terapêutica. A Recepta conduz ensaios clínicos de Fase II em pacientes com tumor de ovário e de mama e está preparando um ensaio para avaliação do RebmAb 100 combinado com quimioterapia.

2) Anticorpo monoclonal RebmAb 200
O anticorpo monoclonal humanizado RebmAb 200 reconhece o NaPi2b, um antígeno altamente expresso em tumores ovarianos, com grande especificidade, eficiência e sensibilidade. Esse anticorpo monoclonal é também capaz de detectar micrometástases de tumores ovarianos depositados na cavidade peritoneal, indicando grande potencial terapêutico nesse tipo de carcinoma. A Recepta humanizou o anticorpo murino e gerou uma linhagem celular estável para produção do anticorpo humanizado, o que foi feito pela primeira vez no País. A partir de material produzido por essa linhagem, a Recepta conduzirá testes pré-clínicos de segurança, que, se bem-sucedidos, permitirão o início de ensaios clínicos de Fase I com o anticorpo humanizado, produzido em grauc GMP (Good Manufacturing Practices) em escala piloto.

3) Anticorpo monoclonal RebMab 300
Trata-se de anticorpo monoclonal que reconhece o antígeno B do grupo sanguíneo Lewis(LeB),. Assim como observado para LeY, a expressão de LeB é aumentada em diversos tipos de carcinomas, como os de fígado, bexiga, endométrio e tireóide. Notadamente, a expressão elevada de LeB está correlacionada a prognósticos menos favoráveis nos carcinomas de cólon, mama e pulmão, indicando perspectivas favoráveis para uso terapêutico do anticorpo em diferentes neoplasias.

4) Anticorpo monoclonal RebmAb 400
O anticorpo reconhece o antígeno A34, uma glicoproteína pertencente à família JAM (junctional adhesion molecule). O A34 é considerado um novo e promissor alvo para imunoterapia contra o câncer. Sua expressão é particularmente alta em adenocarcinomas gástricos e esofágicos. Uma avaliação mais abrangente da expressão de A34 em diversos tipos de câncer está em curso para definir focos terapêuticos.

5) Anticorpo monoclonal RebmAb 500
O anticorpo reconhece a proteína lysil-oxidase (LOX), um alvo altamente expresso em vários tipos tumorais. A super-expressão dessa proteína foi verificada em linhagens celulares de carcinomas como  mama, próstata, útero cervical, colon intestinal e pulmão, entre outras. A expressão de LOX é particularmente aumentada em tumores do cérebro em comparação com tecidos normais.  Este anticorpo, gerado por pesquisadores da Recepta, com caracterização in vitro e in vivo em andamento, tem potencial diagnóstico e terapêutico para tumores do sistema nervoso central, que são muito invasivos e resistentes a terapias tradicionais.

Peptídeos da Recepta

A Recepta passou a investir em peptídeos terapêuticos e criou um programa de P&D de novos peptídeos de interesse oncológico. A empresa já identificou e submeteu pedido de patente de dois peptídeos -  RebPep 100 e RebPep 101 -  que em ensaios in vitro mostraram atividade contra células de glioblastoma, melanoma, carcinoma de mama e de ovário e in vivo foram efetivos contra metástases de melanoma. Atualmente, outros 23 peptídeos estão sendo investigados para potencial uso em tratamento de câncer.