Mais de 10 milhões de casos novos de câncer são registrados anualmente no mundo. Aproximadamente 22 milhões de pessoas vivem com câncer, responsável pela morte de cerca de 6 milhões de indivíduos por ano. Ao contrário da doença cardíaca, as taxas de sobrevivência ao câncer não melhoraram significativamente nos últimos 50 anos. O câncer continua, assim, representando um desafio para a ciência médica. Detecção e tratamentos precoces continuam sendo as melhores opções de sobrevivência.
O atual estado de conhecimento requer novos avanços para complementar as terapias tradicionais - cirurgia, quimioterapia e radioterapia. Entre as novas opções terapêuticas, anticorpos monoclonais se destacam entre as terapias direcionadas, isto é, aquelas que buscam atuar apenas sobre as células tumorais. Devido a sua alta especificidade para as células alvo, anticorpos monoclonais são, em princípio, menos tóxicos do que quimioterapia tradicional, contribuindo para o controle da progressão da doença, prevenção e controle de metástases e aumentando o tempo de sobrevida. Existem atualmente 10 anticorpos monoclonais aprovados, e mais de cem em desenvolvimento, para tratamento de diferentes neoplasias.
A geração, humanização e produção de anticorpos monoclonais envolvem atividades de pesquisa e desenvolvimento na fronteira do conhecimento em biotecnologia, que se afirma assim como importante aliada nos desafios do tratamento do câncer.